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HISTÓRIA

UMA COMUNIDADE SERTANEJA da sesmaria ao minifúndio (um estudo de história regional e local)

Segunda edição revista e ampliada

Erivaldo Fagundes Neves

 

 

Os conceitos fundamentais deste livro são o de história local e o de história regional, com os quais Erivaldo Fagundes Neves estuda a formação sociocultural e político-econômica do Alto  Sertão da  Bahia, especialmente do antigo distrito de Bonito, atual município de Igaporã.

O estudo compreende principalmente os séculos XVIII, XIX e XX. Sua pesquisa exaustiva baseou-se em fontes  primárias,  como  correspondências de autoridades, notas cartoriais, inventários pós-morte,  escrituras  de  escravos e cartas de alforrias. Traz o livro importante material iconográfico: reprodução de mapas, fotos, desenhos de Percy Lau e José Alípio Goulart e pinturas documentais do francês Jean-Baptiste Debret e do alemão Johann Moritz Rugendas.

 

2008 / 386 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Alana Gonçalves de Carvalho

ISBN: 978-85-232-0549-2

A BAHIA E OS SEUS GOVERNADORES NA REPÚBLICA

Antônio Ferrão Moniz de Aragão

 

 

Advogado, jornalista e professor, Antonio Ferrão Moniz de Aragão (1875- 1931) governou a Bahia de 1916 a 1920. Este livro, uma fonte valiosa da historiografia baiana e brasileira, documenta as ações dos governadores baianos durante as três primeiras décadas da República, descreve e analisa o que foi a implantação desse regime na Bahia.

Chama particularmente a atenção o fato de Antonio Moniz, como era mais conhecido, ter provado ser um intelectual crítico e criativo. Seu período de governo coincidiu com o aprofundamento da crise econômica vivida pela Bahia, em decorrência da Primeira Guerra Mundial. O acontecimento sociopolítico mais importante de seu mandato foi a greve geral dos operários, ocorrida nos primeiros dias de junho de 1919, em Salvador, com a qual ele soube lidar como um autêntico estadista.

 

 

2010 / 696 p. / 15,5 x 22,0 cm / Edição fac-similar Obras Raras da Cultura Baiana, 2 Capa: P&A Gráfica e Editora

ISBN: 978-85-61458-22-5

 

 

HISTÓRIA, CULTURA E PODER

André Luis Mattedi Dias, Eurelino Teixeira Coelho Neto, Márcia Maria da Silva Barreiros Leite(Orgs.)

 

 

Mais do que temas, história, cultura e poder são grandes áreas de concentração, campos de formulação de problemas gerais que se diversificam e enriquecem as práticas de produção do conhecimento. Esses termos, empregados juntos ou separadamente, aparecem na denominação de seis programas de pós- graduação stricto  sensu  reconhecidos pela Capes, além de estar presentes na definição de várias áreas de concentração e linhas de pesquisa de muitos outros, inclusive no Mestrado em História da UEFS.

Neste livro estão reunidos textos de 11 autores cujas pesquisas podem ser localizadas nesses territórios historicamente interligados da cultura e do poder.

 

2010 / 178 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Josias Almeida Jr.

ISBN: 978-85-232-0644-4

PROTESTANTISMO ECUMÊNICO E REALIDADE BRASILEIRA - Evangélicos progressistas em Feira de Santana

Elizete da Silva

 

 

Livro que analisa a  constituição de um segmento protestante ecumênico   e politicamente progressista no interior das denominações evangélicas no Brasil, focalizando especialmente a Igreja Presbiteriana de Feira de Santana (BA), no  período entre 1950 e  1997. A  autora assinala que se trata de  um momento rico em mudanças políticas e efervescência de movimentos sociais, cuja repercussão foi intensa entre os grupos reformados.

À luz da pesquisa histórica empreendida, a politização desse setor protestante veio a suscitar disputas de poder, lutas de representações similares às que ocorriam na sociedade brasileira em geral.

 

2010 / 238 p. / 16,0 x 23,0 cm

Capa: Danilo Sampaio

ISBN: 978-85-99799-11-6

 

 

QUE PAPO É ESSE? Igreja Católica, movimentos populares e política no Brasil (1974-1985)

Iraneidson Santos Costa

 

 

Este livro — fruto da tese de doutorado em História na Universidade Federal da Bahia (2007) — analisa a relação da Igreja Católica com as classes populares no Brasil dos últimos anos da ditadura militar, período que uns chamam de “abertura”,  outros  de  “distensão”,  e  que,  de  um  modo  ou  de  outro,  marcaria decisivamente os rumos trilhados pelo país em seu processo de redemocratização. Iraneidson Santos Costa estuda esse período, como ele próprio assinala, “de maneira minuciosa, perscrutando seus passos, avanços, dobradas de esquina, meias  voltas,  retrocessos”.  O  foco  são  os  intelectuais  católicos,  sobretudo jesuítas, mais especificamente os integrantes de um grupo denominado Pastoral

Popular (PaPo).

 

2011 / 388 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Justino Neto

ISBN: 978-85-99799-24-6

“FIEL É A PALAVRA” leituras históricas dos evangélicos protestantes no Brasil

Elizete da Silva, Lyndon de Araújo Santos, Vasni de Almeida (Orgs.)

 

 

Fruto de pesquisas e reflexões de vários autores, esta obra coletiva é uma contribuição à historiografia das denominações evangélicas de um dos segmentos religiosos nacionais. Do século XIX até a atualidade, são estudados os percursos históricos de anglicanos, luteranos, presbiterianos, congregacionais, metodistas e batistas no Brasil. Segundo o IBGE, em 2005 havia mais de 37 milhões de protestantes no país, o que corresponde a 20% da população.

A obra mapeia e examina a experiência brasileira das chamadas igrejas reformadas — que, ao longo desse período, criaram jornais e revistas, fundaram editoras, instituições de ensino de todos os níveis, entidades filantrópicas, e têm representantes em todas as esferas do poder político.

 

 

2011 / 480 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Justino Neto

ISBN: 978-85-99799-27-7

ESCRAVIDÃO, PECUÁRIA E POLICULTURA

Alto Sertão da Bahia, século XIX

Erivaldo Fagundes Neves

 

De pronto se percebe neste livro que a frágil economia sertaneja, ao contrário do que afirma a historiografia, não prescindiu do trabalho escravo. À luz       de vasta documentação pesquisada, tanto em fontes primárias quanto secundárias, o que faz o autor é analisar aspectos cruciais pertinentes à escravidão na região de Caetité — como etnia, origem e ocupação dos escravos, família escrava, acesso à terra, alforrias, resistência escrava, abolição e tráfico interno —, que, em tudo e por tudo, diferem dos da escravidão no Recôncavo baiano.

A consistência do estudo e a reflexão crítica sobre o tema permitem compreender as condições em que se escreveram histórias sobre o negro e a escravidão, a evolução das interpretações desse fenômeno socioeconômico e suas circunstâncias no Brasil, na Bahia e, particularmente, na região objeto desta investigação.

 

2012 / 308 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Menandro Ramos

ISBN: 978-85-99799-26-0

NEM TANTO AO MAR NEM TANTO À TERRA

agropecuária, escravidão e riqueza em Feira de Santana, 1850-1888

Luiz Cleber Moraes Freire

 

 

O texto deste livro é a versão ligeiramente modificada da dissertação de mestrado em História Social na UFBA (Universidade Federal da Bahia), defendida em 2007. O autor analisa a documentação do cotidiano das fazendas de gado, culturas agrícolas, centralização da posse de escravos e da exploração de seu trabalho, na segunda metade do século XIX, em Feira de Santana, a principal “porta” de entrada do sertão baiano.

Ao ampliar e aprofundar a análise, o que Luiz Cleber Freire descobre são aspectos dramáticos da família escrava, das relações de dependência e dos conflitos manifestos no pós-Abolição das comunidades  negras  rurais. Daí, a relevância do livro como estudo para se compreender a realidade da escravidão nesse território.

 

2012 / 226 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Justino Neto / Imagem da Capa: Fazenda Retiro, Feira de Santana

ISBN: 978-85-99799-40-6

A RAINHA DESTRONADA - Discursos das elites letradas sobre as grandezas e os infortúnios da Bahia nas primeiras décadas republicanas

Rinaldo Cesar Nascimento Leite

 

 

“Mater   heróica”,  “Rainha  do  Norte”,  “Atenas  Brasileira”,  “Castro  Alves:  o maior poeta de todos os tempos do Brasil”, “Rui Barbosa: gênio brasileiro”. A grandiloquência desses epítetos da Bahia e de dois de seus intelectuais mais notórios, fabricada no período imperial por suas elites e insistentemente reiterada logo após o advento da República, termina por se traduzir no que essas mesmas elites chamam de “crise”, “declínio” ou “decadência”, ao perceber que um “passado de glória” não tem lugar na nova ordem instaurada no país.

Eis o foco deste livro, originalmente a tese de doutorado em História (PUC/ SP, 2005) de Rinaldo Cesar Nascimento Leite. Seu título irônico se esclarece na análise cuidadosa e lucidamente cortante que o autor faz dos discursos dessas elites para mostrar como a idealização de uma identidade local resultou em completo malogro. Um livro importante para se compreender a história da Bahia ao longo da chamada “política do café com leite” que regeu a República Velha (1889-1930).

 

2012 / 432 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Justino Neto

ISBN: 978-85-99799-64-2

INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA - Origem e estratégias de consolidação institucional 1894-1930

Aldo José Morais Silva

 

 

Livro que analisa a origem e formação do Instituto Geográfico e Histórico   da Bahia, instituição criada em 1894 por um grupo de intelectuais baianos, segundo a imagem do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, com o obje- tivo de recuperar parte do prestígio político e da importância econômica que, décadas antes, a Bahia tivera no cenário nacional.

Em seus primeiros anos, o IGHB passou a ter sua existência ameaçada pela falta de recursos, o que o levou a buscar o apoio do governo estadual e a alinhar estrategicamente seu discurso oficial às expectativas e políticas esta- duais sobre temas como a segregação racial e a imigração europeia.

 

2012 / 310 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Laíse Freire

ISBN: 978-85-99799-70-3

 

 

LUTAS SOCIAIS, INTELECTUAIS E PODER

Eurelino Coelho Larissa Penelu (Orgs.)

 

 

Fruto de um experimento historiográfico, este livro reúne textos que tematizam a História Social em cujos campos há sempre lutas onde os intelectuais, trabalhadores  e grupos  subalternos  são  protagonistas  por sua resistência ao poder. A ideia de se publicar os trabalhos nasceu das intervenções feitas pelos autores convidados para o IV Seminário de Pesquisa do Labelu (Laboratório de História e Memória da Esquerda e das Lutas Sociais), em outubro de  2010. O  Labelu surgiu em  2006, no  curso de História da UEFS (Universidade Estadual de Feira), constituído por pesquisadores interessados nos temas que o livro analisa e discute.

A História Social defendida pelos autores é comprometida com a investigação do protagonismo dos sujeitos históricos e, ao mesmo tempo, voltada para a construção de abordagens totalizantes.

 

2012 / 274 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Justino Neto

ISBN: 978-85-99799-65-9

UMA COMUNIDADE RURAL DO BRASIL ANTIGO - Aspectos da vida patriarcal no sertão da Bahia nos séculos XVIII e XIX

Edição fac-similar, comemorativa aos 55 anos da primeira edição

Lycurgo Santos Filho

 

 

Cinquenta e seis anos após sua primeira e única edição, publicada pela Companhia Editora Nacional, aparece agora a edição fac-similar deste livro, 3º volume da coleção Obras Raras da Cultura Baiana, fruto do convênio de cooperação entre a Universidade Estadual de Feira de Santana e a Fundação Pedro Calmon, órgão da Secretaria de Cultura da Bahia. Seu autor, Lycurgo Santos Filho (1910-1998) — que era médico e foi professor de História da Medicina na Unicamp e de História da Cultura na PUC de Campinas —, faz um estudo histórico-sociológico de uma fazenda de criação de gado nos sertões da Bahia, nos séculos XVIII e XIX.

A obra reconstrói em minúcias os processos de fundação e consolidação da fazenda Brejo do Campo Seco, situada em território do atual município de Brumado, ao contar a história de uma família sertaneja e analisar aspectos da sociedade patriarcal rural, como a prática da poligamia, a religião, as relações de gênero e relações sociais com feitores, escravos, vaqueiros e tropeiros.

 

2012 / 447 p. / 15,5 x 21,0 cm

Capa: Press Color

ISBN: 978-85-61458-47-8

 

 

UMA ESQUERDA PARA O CAPITAL - O transformismo dos grupos dirigentes do PT (1979-1998)

Eurelino Coelho

 

 

Como foi que o PT se tornou um “partido da ordem”? Por que a visão marxista desse partido foi substituída por um conjunto de noções pós-modernas e liberais da política, da sociedade e da História? A refutação teórica do marxismo conduziu a “esquerda nova” para além de Marx? Eis algumas das perguntas que estão na origem deste livro, um ensaio interpretativo em que o autor estuda a trajetória dos grupos dirigentes do Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação até quatro anos antes da primeira eleição de Lula à Presidência da República, em 2002.

O abandono do marxismo por uma parcela das mais influentes da esquerda brasileira contemporânea é, pois, o foco deste trabalho de Eurelino Coelho, cujo texto resulta de sua tese de doutorado em História, defendida em 2005 na UFF (Universidade Federal Fluminense).

 

2012 / 368 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Expedito Correia

ISBN: 978-85-7587-145-4

 

A BAHIA CONSTROI O SEU FUTURO SEM DESTRUIR SEU PASSADO

políticas culturais, turismo e baianidade na modernização na Bahia (1967-1983)

Anselmo Carvalho

 

 

Estudo sobre as políticas públicas de cultura e turismo na Bahia, durante a ditadura militar brasileira, especialmente depois de 1967. Demonstra o autor que órgãos como o Conselho Estadual de Cultura e a Bahiatursa (Empresa de Turismo da Bahia S.A.) fizeram parte de um processo de “modernização” que a Bahia vivenciou, caracterizado pela construção de representações sobre este Estado e os baianos.

Anselmo Carvalho, que é professor de História do IFBA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia), também assinala, neste livro, a relevância contemporânea de temas como distribuição de recursos públicos, preservação do patrimônio imaterial, globalização e culturas tradicionais, diversidade cultural e, principalmente, cultura como elemento   de transformação e inclusão.

 

2013 / 278 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Erica Silva

ISBN: 978-85-99799-88-8

NA SALA DE ESPELHOS - Professores de História entre representações e identificação com a profissão

Jackeline Silva Lopes

 

 

O que significa a formação profissional em História e por que implica uma crise de identidade docente? Para responder a essas perguntas, a autora realizou um estudo que constitui em sua origem o texto da dissertação de mestrado  em História, defendida em 2010 na UEFS. Os sujeitos investigados são seis professores de uma realidade particular ou micro-histórica: os graduados da primeira turma do curso de História da UEFS (1986-1991).

Jackeline Silva Lopes, além de descrever e analisar os efeitos das representações sobre a docência em História na identificação com a profissão dos sujeitos investigados, estimula sua autorreflexão na perspectiva do que pode significar a conquista de sua dignidade profissional.

 

2013 / 290 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Laíse Freire sobre ilustração de Levi Sena Cunha

ISBN: 978-85-99799-80-2

CULTURA, SOCIEDADE & POLÍTICA - Ideias, métodos e fontes na investigação histórica

Elizete da Silva, Erivaldo Fagundes Neves (Orgs.)

 

 

Antologia de ensaios sobre a produção contemporânea em ciências humanas do ponto de vista historiográfico. Os trabalhos tematizam história e política, história e literatura, história e religião e metodologias da pesquisa em história agrária e história regional. O título do livro compõe uma das linhas de pesquisa do Mestrado em História da UEFS, que prioriza investigações de variada temática, a exemplo das relações de poder, lutas e movimentos sociais, grupos religiosos, estudos regionais, dentre outras.

Teoricamente, ostextos contemplamdiferentes escolas, métodose fontes depesquisa. Um deles trata das dimensões científica e artística da obra de Euclides da Cunha, autor de Os sertões (1902), um livro essencial para se compreender os caminhos e descaminhos da sociedade brasileira, e rememora o transcurso do centenário de sua morte, em 2009.

 

2014 / 225 p. / 17,0 x 24,0 cm

Capa: Justino Neto

ISBN: 978-85-7395-241-4

A SEARA E OS CEIFEIROS - Educação teológica, narrativas de conversão e identidade batista (1960-1990)

Zózimo Trabuco

 

 

Doutorando em História Social na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), professor do curso de História e pesquisador do Centro de Pesquisas da Religião da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), Zózimo Trabuco estuda neste livro a história da denominação protestante batista em Feira de Santana. Seu ponto de partida é o período de intensas transformações na cidade, a segunda mais importante da Bahia. A nova paisagem urbana coincide com a consolidação do Instituto Bíblico Batista do Nordeste (IBBNE) na sede do município.

A pesquisa empírica, além da coleta de informações em jornais da imprensa local e publicações vinculadas aos batistas, compreendeu a realização de entrevistas para a recuperação de memórias. Um breve histórico do ensino teológico no Brasil e a análise do fenômeno da conversão religiosa na cidade são aspectos relevantes do estudo.

 

2014 / 296 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa:Erica Silva sobre ilustração de Ana Figueiredo B. Matos

ISBN: 978-85-7395-246-9

BRASIL-ÁFRICA - Cooperação e investimentos

Elsa Sousa Kraychete (Org.)

 

 

Coletânea de textos que focalizam as relações do Brasil com a África. São trabalhos resultantes de pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Análise Política Mundial (LABMUNDO), que atua em rede com a participação de cinco universidades baianas — UFBA, UFRB, UNEB, UEFS e UCSal.

Nos sete capítulos que compõem o livro, são abordados tanto os aspectos que concernem às recentes transformações socioeconômicas da África e seu lugar na geopolítica mundial quanto as relações do Brasil com o continente africano, que, durante todo o século XX, se caracterizam por curtos períodos de aproximação e períodos maiores de afastamento. Chama particularmente a atenção o fato de que a importância da herança africana para a formação da sociedade brasileira não tem se refletido na construção de relações estáveis com alguns desses países ou que se dinamizem e se aprofundem ao longo do tempo.

 

 

2019 / 308 p. /15,5 x 21,5 cm

Capa: Fátima Hanaque e Albert de Oliveira Lopes sobre fotografia de Chico Carneiro

ISBN:978-85-5592-088-2

CRÔNICA, MEMÓRIA E HISTÓRIA - Formação historiográfica dos sertões da Bahia

Erivaldo Fagundes Neves

 

 

Do período colonial à década de 1970, o autor faz neste livro a história das histórias dos sertões baianos, em suas diversas comunidades, municipalidades e regionalidades. Com esta abrangência, Erivaldo Fagundes Neves analisa e interpreta o que se pensou, verbalizou eregistrou sobrea construção de territórios, as formações sociais, asatividades econômicas, a evolução política e as manifestações culturais dos agrupamentos humanos dispersos entre serras, planaltos e baixios.

Fruto de três projetos de pesquisa desenvolvidos no Departamento de Ciências Humanas da UEFS, o livro é um estudo introdutório do que se escreveu de crônicas, memórias e histórias sobre vivências de comunidades sertanejas. Um dos aspectos focalizados é o da conquista territorial para a exploração econômica, que se caracterizou pela extrema violência contra negros e índios.

 

2016 / 512 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Erica Silva

ISBN: 97855-5592-049-3

 

 

ESCRAVIDÃO E LIBERDADE NO “SERTÃO” DAS UMBURANAS 1850-1888

Aline Santana dos Santos Rocha

 

A atual cidade de Antônio Cardoso, distante 22 km de Feira de Santana, era uma localidade que, na segunda metade do século XIX, tinha importância econômica por   ser a produtora de fumo de melhor qualidade da Bahia, juntamente com São Gonçalo, e conhecida também por sua feira de carne verde, aos sábados. Lá, a autora, a fim de estudar a escravidão, realizou pesquisa cartorial de cartas de alforria, registros de compra e venda de terras, escrituras públicas de compra e venda de escravos e processos-crime, referentes ao período entre 1850 e 1888.

O estudo focaliza características próprias  do passado escravista local, não  relacionadas exclusivamente com a mão de obra, mas, principalmente, com a experiência de vida dos escravizados. A população é negra em sua maioria e há “algumas comunidades quilombolas”, com reconhecimento e certificação da Fundação Palmares.

 

2016 / 169 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Boy Art Grafica e Comunicação Visual

ISBN: 978-5592-037-0

 

 

IMPÉRIO BOTÂNICO - As políticas portuguesas para a flora

da Bahia Atlântica Colonial (1768-1808)

Rodrigo Osório Pereira

 

 

Na modernidade, passaram a ser de grande interesse para as monarquias europeias conhecer a natureza e potencializar a exploração dos recursos vegetais (fibras, resinas, tintas, ceras, sementes, venenos e remédios diversos) de suas colônias. Daí a importância considerável que veio a ter a botânica, por ser a ciência que analisa, classifica e cataloga as plantas, árvores, ervas e outras formas de vida vegetal.

Este livro é um estudo de caso da botânica colonial, ao analisar um conjunto de medidas políticas da Coroa portuguesa, entre 1768 e 1808, a partir da escolha da Bahia como um ponto do império marítimo português. Dois fatores foram de importância decisiva para essa escolha: a concentração de funcionários- naturalistas que conheciam o território e faziam observações botânicas, a fim de identificar a flora local, e a estratégica abundância de recursos florestais presentes no litoral baiano no período colonial.

 

2016 / 386 p. / 17,5 x 24,5 cm /

Capa: Erica Silva sobre pintura anônima de mapa (1502), cedida pela Editora Dantes da coleção O Gabinete de Curiosidades (2008)

ISBN:978-85-5592-036-3

MIUDEZAS DO TEMPO - Sobre história e outras ficções

Clóvis Frederico Ramaiana Moraes Oliveira

 

 

 

Rascunhamento é o termo, assim grifado pelo autor, que ele usa na introdução deste livro para dizer como nasceu o projeto de sua escrita: “nas salas de aulas, completamente tributário das contribuições dos mais diversos estudantes que estiveram na minha companhia nos últimos quatro anos”. Um projeto, como se vê, bem original, o que resultou em ensaios curtos sobre dúvidas e incertezas quanto aos limites entre a ficção e a história.

Daí, um dos pontos fortes do livro (cujo título já faz pensar): a relação do historiador com várias formas de arte, desde os contos de fadas, a exemplo de A Bela Adormecida, um clássico dos Irmãos Grimm, até poesias musicadas pelo cancioneiro nacional. A propósito da Ciranda nº 9 de Villa-Lobos, Fui no Tororó, sobre um tema brasileiro tão popular, observa Clóvis Ramaiana que os versos dessa canção infantil “servem de advertência para a perigosa noção de fonte, tentação perene dos historiadores”.

 

2016 / 112 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Erica Silva

ISBN:978-85-5592-016-5

FEITURAS DE PROTEÇÃO - Furtos de hóstias e religiosidades atlânticas na Bahia setecentista

Felipe Augusto Barreto Rangel

 

 

Livro cujo texto original é a dissertação de mestrado em História  na UEFS. O foco do estudo é um sacrilégio recorrente em todo o mundo católico: o furto de hóstias consagradas durante a missa, usadas para fins escusos ou com intenções piedosas e devocionais. Segundo o parecer das autoridades eclesiásticas, essa devoção era (e é) condenável por ser a hóstia, transubstanciada no corpo de Cristo, destinada exclusivamente à comunhão, motivo pelo qual jamais poderia ser tocada por um não sacerdote e, muito menos, como ingrediente de práticas mágicas.

Em tais práticas, o que estava em jogo era a confecção de “bolsas de mandinga” ou “patuás”, que se caracterizavam como amuletos de proteção. O autor estuda o caso que, na Igreja Paroquial de São Pedro de Muritiba,      no Recôncavo baiano, envolveu o crioulo Francisco e o sapateiro Pedro Gonçalves, em 1738-1740.

 

2016 / 235 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Erica Silva

ISBN: 978-85-5992-044-8

 

SANT’ANA DOS OLHOS D’ÁGUA - Fé e celebração entre a igreja e o largo (1920-1987)

Rennan Pinto de Oliveira

 

 

O culto à Senhora Sant’Ana, iniciado em fins do século XVIII, teve tanta impor- tância para a população de Feira de Santana, que chegou a determinar até mes- mo, em 1873, o próprio nome da cidade, que, em seus primórdios, era um pe- queno arraial que se emancipara de Cachoeira em 1832, quando se tornou vila.

Neste livro, o autor focaliza o período de celebrações entre 1920 e 1987. Descreve e analisa as manifestações culturais presentes em 26 de julho, o dia de Sant’Ana, que compreendiam diversos momentos festivos, como o Pregão, o Bando Anunciador, a Lavagem da Igreja, a Lavagem da Lenha, novenas e trezenas, missas e, por fim, a procissão, recepcionada com grande vibração popular. O estudo também assinala que os diversos sentidos da festa nem sempre eram aceitos pela Igreja Católica e parte da elite local.

 

2016 / 221 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Erica Silva

ISBN: 978-85-5592-048-6

 

A CIDADE FERVE E O BICHO ESPREITA - Transformações sociais e reorganizações políticas em Feira de Santana (1945-1964)

 

Rafael Quintela Alves Lins

 

 

O romance O Gattopardo (1958), do escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957), foi o que instigou Rafael Quintela a pensar a história social e o desenvolvimento político de Feira de Santana entre 1945 e 1964. Caiu como uma luva para o autor o sentido que marcou, no romance de Lampedusa, a história da Sicília, região da Itália, no século XIX até a unificação nacional, quando se moderniza o país “para que tudo fique como está”.

Essa modernização conservadora, e num país cuja história e cultura muito significam para as sociedades ocidentais, é uma referência importante para se compreender o que, mutatis mutandis vem acontecendo em tantos lugares e, particularmente, com reflexos até os dias atuais, aconteceu em Feira de Santana, durante o período estudado.

 

2017 / 254 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Erica Silva sobre fotografia de Eduardo Quintela

ISBN: 978-85-5592-066-0

ESTUDOS EM HISTÓRIA COLONIAL - A Baía de Todos os Santos e outros espaços luso-americanos

Adriana Dantas Reis - Caio Figueiredo Fernandes Adan (Orgs.)

 

 

Os quinze artigos reunidos neste livro têm duplo objetivo: contribuir para o desenvolvimento, consolidação e visibilidade dos estudos em história colonial sobre e na Bahia; promover e valorizar o ambiente físico e humano da Baía de Todos os Santos e seu Recôncavo como objetos de estudo historiográficos, seja em abordagem monográfica ou contrastiva com outros espaços coloniais.

Elaborados por professores de diferentes instituições de ensino e pesquisa, os artigos discutem diferentes aspectos relativos à experiência colonial brasileira, com foco em espaços que incluem a Bahia colonial, em suas diferentes dimensões (Recôncavo, sertão e capitanias do sul), assim como outras zonas da colonização portuguesa na América, e temas tão diversos quanto os padrões de interação étnica e social e as práticas de governo e administração, com seus reflexos políticos e espaciais.

 

2018 / 376 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Gabriel Rodrigues

ISBN:978-85-5592-076-9

TRAMAS DA TERRA - Conflitos no campo

Chintamani Santana Alves

 

 

Este livro é um estudo sobre os conflitos no campo, especialmente a luta pela posse e propriedade da terra e seus sujeitos, nas duas primeiras décadas do sécu- lo XX, no município baiano de Feira de Santana. Trata-se de uma realidade rural que até recentemente era pouco investigada. Por isso, o autor decidiu pesquisar a documentação existente em órgãos da Justiça, a fim de conhecer a natureza dos processos-crime relacionados com problemas fundiários, entre 1900 e 1920. Mas não apenas esse aspecto é objeto do estudo desenvolvido por Chinta-  mani Santana Alves. Também são relevantes a visão do mundo dos trabalhado-

res rurais e a percepção de como se constituíam suas comunidades.

 

 

2019 / 364 p. / 15,5 x 21,5 cm

Capa: Jaciene Carvalho sobre ilustração de Julio Firmo

ISBN:978-85-5592-100-1

 

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